Autoteste de HIV/AIDS: riscos e benefícios
Autoteste de HIV/AIDS: riscos e benefícios
Com a aprovação da RDC 52:2015 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que permite a venda de autotestes de HIV em farmácias e drogarias, o Conselho Regional de Farmácia do Rio de Janeiro (CRF-RJ) organizou um simpósio no último dia 22 no auditório da Associação Brasileira de Farmacêuticos (ABF) com o objetivo de debater o impacto da comercialização desse autoteste.
Após a constituição da mesa veio a palestra do Dr. Fábio Mesquita, Diretor do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, afirmou que no Brasil há 19,7 casos de HIV por 100 mil habitantes, destacando que, proporcionalmente, o estado do Rio Grande do Sul concentra o maior número de casos. Em seguida vem Santa Catarina e Amazonas. Em travestis, a positividade é de 12,4%.
O exame pode ser feito com fluido oral ou sangue e já é oferecido em vários países do mundo, como Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e África do Sul. Nos EUA, por exemplo, esse teste custa cerca de U$60,00 e que no Brasil deveria custar de R$100,00 a R$120,00.
Dr Mateus Mandu, Assessor Científico do PNCQ para assuntos de biossegurança e microbiologia, estava neste evento e na ocasião questionou sobre quem teria o ônus em casos de não confirmação do teste: a farmácia ou o fabricante. Não houve um consenso e como um caminho para a justificativa destacou-se que este teste é apenas uma triagem e que o resultado sempre deverá ser confirmado pelo método tradicional.
O Dr Luiz Fernando Barcelos, Diretor Executivo da SBAC, argumentou que não há a necessidade deste teste, embora ele tenha sido aprovado pela ANVISA, e que o seu uso só irá beneficiar os fabricantes. Na mesma linha, Dr Mateus aponta que há, pelo menos, 25 condições clínicas que poderiam gerar resultados falso positivos.
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